Curso aconteceu de 02 a 05 de novembro e contou com a participação de 25 profissionais
10/12/2014
Encerrou na última sexta-feira (05), o curso de ‘Círculos de Justiça Restaurativa e de Construção de Paz’ promovido pelo Instituto Mundo Melhor (IMM). Participaram 25 profissionais, entre assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, enfermagem. O curso começou no dia 02 de novembro com duração de, aproximadamente, 40 horas. O objetivo é formar facilitadores para atuar na prevenção e/ou transformação de conflitos, bem como para sensibilizar as lideranças de organizações governamentais e não governamentais para a utilização dos processos circulares nos respectivos espaços institucionais (judiciais ou não), comunitários ou acadêmicos, com vistas à transformação restaurativa de conflitos.
“A importância do evento está em oferecer uma nova ferramenta que possibilita a produção do diálogo respeitoso, em um espaço seguro, para a prevenção e resolução de conflitos”, afirma o coordenador do curso e palestrante, Paulo Moratelli. Ele acrescenta que todos os conteúdos ministrados foram vivenciados. “Os participantes aprenderam as técnicas na prática através de dinâmicas que demonstraram como funcionam os procedimentos. Todos os integrantes saíram prontos para aplicar o que aprenderam”, garante.
De acordo com a juíza Laryssa Angélica Copack Muniz, da Vara da Infância e da Juventude de Ponta Grossa, a capacitação em Justiça Restaurativa é um marco para a cidade. “Estamos ainda no processo de implementação e o município é pioneiro no assunto. Esse foi o terceiro curso promovido nesses moldes e teve como alvo as entidades de acolhimento de crianças e adolescentes da cidade” explica. Ela conta que as técnicas de círculos para construção de paz são antigas, originam-se dos índios norte-americanos e das tribos dos Maoris, da Oceania. No Brasil, iniciou-se aplicação há 10 anos e, no Paraná, a partir de maio de 2014.
“A técnica traz possibilidades de bem resolver os conflitos interpessoais, trazendo soluções para o que chamamos de lides sociológicas. A base é o empoderamento das pessoas para que participem da construção da solução de seus conflitos, fato esse que torna tal decisão duradoura”, argumenta. A juíza Laryssa Muniz comenta que o objetivo é ampliar a divulgação e aplicação de tais práticas para outras áreas do conhecimento, através do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC).
O mecanismo já é utilizado em casos judiciais da Vara da Infância e Juventude, Vara de Família e dos Juizados Especiais da Comarca de Ponta Grossa. Nas comarcas de Toledo, Guarapuava, União da Vitória, Francisco Beltrão, Marialva e Londrina também existem juízes aplicando os círculos para construção de paz.