Projeto Travessia chega a 90 participantes na Unidade de Progressão de PG

O projeto funciona através de uma parceria entre o IMM, CEJUSC, Departamento Penitenciário do Estado do Paraná, Conselho da Comunidade de Ponta Grossa e UniSecal

28/08/2025

Projeto Travessia chega a 90 participantes na Unidade de Progressão de PG

Na Unidade de Progressão de Ponta Grossa (UPPG), o projeto ‘Travessia’ tem transformado espaços comuns em lugares de escuta, acolhimento e reconstrução de histórias por meio da Justiça Restaurativa. A iniciativa, desenvolvida pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) em parceria com o Instituto Mundo Melhor e o Conselho da Comunidade, já apresenta resultados expressivos, em que, até julho deste ano, foram 90 participantes em nove turmas.

O projeto busca oferecer uma alternativa ao modelo punitivo tradicional, promovendo círculos de diálogo para as Pessoas Privadas de Liberdade (PPLs), que estão em fase final de cumprimento de pena. Para sustentar essa prática, é realizada a formação gratuita de facilitadores, composta por 10 encontros presenciais e um estágio supervisionado de dois anos.

Segundo a pedagoga e facilitadora, Érica Lemes, a proposta vai além da reparação judicial, pois busca compreender os vínculos rompidos, os sonhos esquecidos e os arrependimentos silenciados. “Os facilitadores voluntários conduzem os encontros com escuta ativa e respeito, criando um espaço onde os participantes podem ser vistos como seres humanos em processo de reconstrução”, destaca a pedagoga.

Vale ressaltar que, além do sistema prisional, a Justiça Restaurativa do IMM também é aplicada em escolas e em casos judiciais como conflitos familiares e de vizinhança, sempre com foco na reparação das relações e na promoção de uma convivência mais empática.

 

Reconhecimento

Em agosto deste ano, a acadêmica de jornalismo Annelise dos Santos, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), publicou uma reportagem na revista Nuntiare, edição 88, sobre o projeto. Érica Lemes ressalta que esse olhar jornalístico contribuiu imensamente para ampliar o alcance e a compreensão sobre práticas que humanizam a justiça.  

 

**Com informações da reportagem da revista Nuntiare